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DESVENDANDO
O EGITO: HOWARD CARTER E A DESCOBERTA DA TUMBA DO FARAÓ
TUTANKHAMON
Lord Carnavon, um colecionador muito interessado por antiguidades,
escavou no Egito por volta de 1905, sem auxílio de um profissional.
Percebeu que o seu conhecimento não era suficiente para
a realização de tal atividade. Foi então
apresentado ao inglês Howard Carter, que já havia
realizado algumas escavações em terras egípcias.
Em 1914, apesar de Carter e Carnavon conseguirem
a concessão que lhes autorizava a escavação,
grande parte dos trabalhos de exploração no Egito
ficaram interrompidos por causa da Primeira Guerra Mundial. Mas
em 1917 os serviços recomeçaram e Carnavon, auxiliado
por Carter, decidiu escavar em uma região no Vale dos Reis.
Muitos arqueólogos acreditavam que o local já estava
“esgotado”, não existindo mais nada a revelar.
Por outro lado, Carter acreditava que encontraria a tumba do faraó
Tutankhamon.
Devido ao intenso calor da região,
as escavações geralmente eram realizadas no inverno,
e cada temporada durava no máximo três meses, o que
dificultava ainda mais o trabalho dos arqueólogos no Egito.
Em outubro de 1922, decidido a encontrar a tumba, Carter e sua
equipe começaram a escavar e, no dia 4 de novembro, encontraram
uma escada que levava para uma porta que continha selos com o
nome de Tutankhamon. Imediatamente o egiptólogo telegrafou
para Lord Carnavon, patrocinador e amigo, para avisá-lo
da possível descoberta. Carter comprou um gerador para
obtenção de luz elétrica no Vale e conseguiu
a colaboração de outro arqueólogo inglês,
Arthur Pecky Callender. No dia 23 de novembro Lord Carnarvon,
acompanhado de sua filha Lady Evelyn, chegou a Luxor para participar
do trabalho de abertura da tumba.
Além de Carnavon e sua filha, estavam
presentes no momento da abertura da tumba membros do governo egípcio
e alguns cientistas do Egito e da Europa. Carter tirou a camada
de pedras superior com a maior precaução possível.
O trabalho era lento e difícil, pois havia perigo de que
algumas pedras se soltassem, caíssem para dentro e destruíssem
ou danificassem objetos localizados próximos à porta.
O pesquisador inglês também encontrou nesta entrada
sinais de duas violações, possivelmente de saqueadores
que tentaram roubar a tumba na antiguidade.
Após a abertura desta passagem, Howard
Carter encontrou um corredor de 11 metros, contendo também
sinais que denunciavam a presença de saqueadores na tumba.
No final do corredor, descobriu outra porta também lacrada.
Através de uma pequena fenda que havia aberto espiou e
se deparou com diversos objetos pertencentes ao faraó até
então pouco conhecido, que governou ou Egito durante a
XVIII dinastia.
A primeira visão que Carter teve foi da antecâmara,
onde havia estátuas de tamanho natural, um trono e outros
objetos que garantiriam a vida além túmulo do faraó.
Ao lado desta encontrou uma pequena sala, com vários outros
pertences de Tutankhamon.
Na câmara mortuária propriamente,
que não estava selada, encontrou a múmia do faraó
guardada em um sarcófago de granito. Dentro deste havia
ataúdes folheados a ouro, nos quais a múmia tinha
sido guardada. Em um quarto contínuo à câmara
havia outros vários objetos e, entre eles, na porta desta
sala, uma estátua do deus Anúbis sob a forma de
um chacal. Estava deitado sobre um cofre na forma de um pilone,
representando proteção a Tutankhamon na vida além
túmulo. No interior do cofre havia inúmeros objetos
de culto funerário, como amuletos e peitorais. Também
nesta sala foram encontradas as vísceras do faraó,
protegidas pelas deusas tutelares Ísis, Néftis,
Neith e Serket, esculpidas em alto relevo em cada um dos quatro
cantos do cofre que guardava os vasos canópicos do rei.
Carter se dispôs a catalogar, restaurar e tirar o conteúdo
de cada sala da tumba antes de passar para a seguinte. No dia
26 de fevereiro de 1923 foram encerrados os trabalhos de exploração
da tumba para aquela temporada. Devido a alguns problemas com
o diretor do Serviço de Antiguidades Egípcias, Pierre
Lacau, Carter foi obrigado a deixar o país e, somente no
dia 25 de janeiro de 1925 o egiptólogo inglês voltaria
ao Vale dos Reis para dar continuidade aos trabalhos científicos
na tumba de Tutankhamon. Atualmente, os objetos encontrados estão
no Museu Nacional Egípcio, no Cairo.
A mídia teve grande importância
na divulgação desta descoberta, sendo responsável
pela maioria das informações que nós temos
sobre este acontecimento. A descoberta foi notícia em todo
o mundo e fez com que tudo relacionado ao Egito virasse moda.
O arqueólogo inglês, Howard Carter, foi mais um estudioso
a respeito do Antigo Egito que ajudou a desenterrar das areias
do deserto pistas desse passado longínquo.
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Lord Carnavon, Lady Evelyn
e Carter no Vale dos Reis.
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| Primeira visão da
sala contínua a câmara funerária do faraó
Tutankhamon, com destaque para a imagem do deus Anúbis.
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Exemplar de estátua
encontrada na tumba do faraó, hoje no Museu Nacional
Egípcio – Cairo, Egito.
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| Máscara funerária
do Faraó Tutankhamon, atualmente exposta do Museu Nacional
Egípcio – Cairo, Egito. |
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| Peitoral encontrado na tumba
de Tutankhamon. |
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