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Dignos visitantes Saudações
Rosacruzes! |
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| O proprietário
era generoso e disse ao lavrador: meu amigo, eu poderia vos perder, prefiro
vos salvar. Vinde comigo, tentemos juntos cortar estes espinhos e estas
sarças. Partilharei vosso trabalho até que vos¬sos olhos
tornem a ver este campo que perdestes de vista. Vamos ao lugar úmido
e frio onde deixastes apodrecer vosso grão. Talvez nem tudo esteja
estragado. Ainda que se tenha conservado apenas um punhado, nós
o utilizaremos.
O lavrador não pode resistir a essa generosidade. O campo foi desmatado; encontraram ainda alguns grãos esparsos que a podridão não tinha afetado. Foram semeados e em poucos anos o lavrador estava em condições de quitar suas obrigações e juntar ainda muitas provisões pa¬ra sua família. Mortais imprudentes, por que vos tornastes incrédulos em vossa vida? Por que ousastes negar o sol? Deixastes vossos recursos originais ao abandono. Nada produziram. Não cultivastes com a relha do arado o campo da inteligência, contentando-vos em nele passear. Vistes plantas selvagens e as deixaste crescer. Tornaram-se tão espessas e altas que vos ocultaram a luz. Os abusos vos fizeram negar os princípios, enquanto os princípios deviam fazer-vos discernir e corrigir os abusos; e dissestes que não havia nenhuma verdade. Qual é, pois, o insensato que poderá crer em vós, se abusais assim de vossa própria razão? O proprietário vem, e se não ouvis as ofertas que vos faz, bem saberá se fazer justiça e tirar de vós, mesmo sem quererdes, a confissão de vossa dívida. O titulo é indelével”. Esta parábola, de Louis-Claude de Saint-Martin, permite-nos ilações quanto ao nosso potencial e ao uso que fazemos dele, mas antes, levanta a questão da confiança que deve estar presente como uma fortaleza na mente e no coração de todo Adepto sincero na Senda. O uso de nosso poder interior e de nossa razão equilibradamente é um direito que o Criador nos deu como ferramenta para a realização dos nossos objetivos. Deixo-vos um lembrete que assinala o período em que o homem oprimido pela superstição e pelos valores opressores da Idade Média busca romper com estes grilhões e obter o Domínio da Vida. Disse Kant: “Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento. Eis a divisa das Luzes" Até a próxima semana. Que assim nos ajude Deus! Hélio de Moraes e Marques |
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